No capítulo 47 do Livro de Gênesis, somos transportados para um momento crucial na narrativa bíblica, onde as complexidades da vida humana se entrelaçam com a providência divina. Este capítulo nos conduz a uma fase da história de José no Egito, onde sua sabedoria e discernimento são postos à prova em meio a uma crise de proporções épicas. À medida que adentramos neste capítulo, somos confrontados com questões fundamentais sobre liderança, fé e a natureza da graça divina.
A cena se desenrola com José, agora estabelecido como governador do Egito sob o faraó, enfrentando o desafio de administrar os recursos do país em tempos de fome. O Egito, como muitas outras terras, está mergulhado em escassez, e as pessoas clamam por sustento. É neste cenário de desespero que Jacó e seus filhos, descendentes do patriarca Abraão, chegam ao Egito em busca de alimento.
A chegada de Jacó e seus filhos não é apenas o reencontro familiar há muito aguardado, mas também um momento de grande significado espiritual. Vemos aqui a promessa de Deus sendo cumprida, conforme Ele havia predito a Abraão que sua descendência seria como as estrelas do céu em número. É uma confirmação poderosa do plano divino em meio às circunstâncias aparentemente desfavoráveis.
José, reconhecendo seus irmãos, inicia um processo delicado de reconciliação e perdão. Sua jornada desde ser vendido como escravo até se tornar uma figura de autoridade no Egito é um testemunho vívido da providência de Deus, que transforma os eventos mais sombrios em instrumentos de redenção. Ao abraçar seus irmãos, José não apenas demonstra sua generosidade, mas também prefigura o perdão divino que transcende todas as transgressões humanas.
À medida que a narrativa avança, somos confrontados com a complexidade da liderança e da administração. José, dotado de discernimento e sabedoria divina, estabelece medidas para garantir a sobrevivência durante a crise. Ele redistribui os recursos do Egito, gerenciando eficientemente os estoques de grãos e implementando políticas que protegem o povo da fome iminente. Esta demonstração de liderança não apenas salva vidas, mas também revela a importância de agir com compaixão e justiça em tempos de adversidade.
Enquanto isso, Jacó, o pai de José, encontra-se diante do faraó, um encontro que transcende as fronteiras da política e da diplomacia. É um encontro entre dois mundos, onde o poder terreno se curva diante da autoridade espiritual. Jacó, um homem de fé e visão profética, abençoa o faraó e reconhece a mão de Deus em todas as coisas. Este momento solene é um lembrete poderoso de que, mesmo nos corredores do poder humano, a soberania divina permanece incontestável.
À medida que nos despedimos do capítulo 47 de Gênesis, somos deixados com uma profunda apreciação pela complexidade da condição humana e pela fidelidade inabalável de Deus. Nesta história de fome e redenção, vemos os fios da providência divina tecidos em cada detalhe, transformando tragédias em triunfos e revelando o poder transformador da graça. Que possamos aprender com José e Jacó, e lembrar sempre que, mesmo nos tempos mais sombrios, a luz da esperança divina brilha intensamente, guiando-nos através das provações da vida.
"Terra de Providência: O Legado de José e o Êxodo de Jacó no Egito"
GÊNESIS 47:1-31
1. "Então José foi e fez saber a Faraó: Meu pai e meus irmãos, com os seus rebanhos, e as suas manadas, e tudo o que têm, saíram da terra de Canaã, e eis que estão na terra de Gósen."
- Este versículo marca o início da narrativa da chegada de Jacó e sua família ao Egito, buscando refúgio da fome na terra de Gósen.
2. "E José tomou cinco homens dentre seus irmãos e os apresentou a Faraó."
- José apresenta seus irmãos a Faraó, preparando o caminho para que Jacó e sua família se estabeleçam no Egito.
3. "E Faraó disse a seus irmãos: Qual é o vosso negócio? E eles disseram a Faraó: Teus servos são pastores de gado, tanto nós como nossos pais."
- Jacó e seus filhos explicam sua ocupação a Faraó, revelando que são pastores de gado, o que influencia sua requisição por terras para pastagem.
4. "Disseram mais a Faraó: Para peregrinar na terra viemos; porque não há pasto para os rebanhos de teus servos, porquanto a fome é grave na terra de Canaã; agora, pois, rogamos-te que habitem teus servos na terra de Gósen."
- Os filhos de Jacó solicitam a permissão de Faraó para se estabelecerem na terra de Gósen devido à fome na terra de Canaã.
5. "Então Faraó falou a José, dizendo: Teu pai e teus irmãos têm vindo a ti;"
- Faraó comunica a José sobre a chegada de Jacó e seus irmãos, confirmando a permissão para que eles se estabeleçam no Egito.
6. "E o melhor da terra do Egito será vosso; comei o melhordo país e possuí as melhores herdades."
- Faraó concede a Jacó e sua família o melhor da terra do Egito, demonstrando sua generosidade e disposição para ajudá-los durante a crise.
7. "Assim habitou Israel na terra do Egito, na terra de Gósen; e nela tomaram possessão, e frutificaram e multiplicaram grandemente."
- Este versículo marca o estabelecimento bem-sucedido de Jacó e sua família na terra de Gósen, onde prosperaram e se multiplicaram.
8. "E viveram ali, na terra do Egito, cento e quarenta anos, e morreu Efraim."
- Jacó e sua família permaneceram no Egito por 140 anos, testemunhando o cumprimento das promessas de Deus feitas a Abraão e a prosperidade de sua descendência na terra estrangeira.
Esses versículos destacam os principais eventos relacionados à estadia de Jacó no Egito, enfatizando sua chegada, o favor concedido por Faraó e o subsequente estabelecimento e prosperidade de sua família na terra de Gósen.
9. "E José sustentou de pão a seu pai, e a seus irmãos, e a toda a casa de seu pai, segundo o número das crianças deles."
- José assegura que seu pai Jacó e toda a sua família recebam sustento durante a fome, demonstrando seu cuidado e responsabilidade para com seus entes queridos.
10. "E não havia pão em toda a terra, porque a fome era muito grave; de modo que desfaleceu a terra do Egito, e a terra de Canaã, por causa da fome."
- Este versículo destaca a extensão da fome não apenas no Egito, mas também na terra de Canaã, enfatizando a gravidade da crise que levou Jacó e sua família ao Egito em busca de alimento.
11. "E José ajuntou todo o dinheiro que se achou na terra do Egito e na terra de Canaã, pelos mantimentos que compravam; e José trouxe o dinheiro à casa de Faraó."
- José administra eficazmente a crise ao coletar dinheiro em troca de alimentos, demonstrando sua habilidade de gerenciamento durante tempos difíceis.
12. "Acabado, pois, o dinheiro da terra do Egito e da terra de Canaã, todos os egípcios vieram a José, dizendo: Dá-nos pão; por que morreremos na tua presença, pois o dinheiro nos falta?"
- A escassez de alimentos leva os egípcios a dependerem de José e do governo do Egito para sobreviver, revelando a extensão da crise e a posição de José como administrador-chave durante esse período.
13. "Então disse José: Dai os vossos rebanhos, e eu vos darei pão por vossos rebanhos, se o dinheiro acabou."
- José implementa medidas alternativas para garantir que o povo do Egito não morra de fome, oferecendo alimentos em troca de rebanhos quando o dinheiro se esgota.
14. "E trouxeram seus rebanhos a José, e José deu-lhes pão por cavalos, e por rebanhos de ovelhas, e por bois, e por jumentos; e os sustentou de pão aquele ano por todos os seus rebanhos."
- Este versículo destaca a disposição de José em aceitar os rebanhos do povo em troca de alimentos, garantindo que ninguém pereça de fome durante a crise.
15. "E acabado aquele ano, vieram a ele no segundo, e disseram-lhe: Não encobriremos ao nosso senhor que o dinheiro está acabado, e o gado de animais está na mão de meu senhor; nada mais resta diante de meu senhor, senão o nosso corpo e a nossa terra."
- Após o esgotamento dos recursos financeiros e dos rebanhos, o povo do Egito reconhece sua extrema dependência de José para sobreviver, oferecendo seus próprios corpos e terras em troca de alimento.
16. "Por que morreremos diante de teus olhos, tanto nós como a nossa terra? Compra-nos a nós e a nossa terra por pão, e seremos nós e a nossa terra servos de Faraó; dá-nos semente, para que vivamos, e não morramos, e a terra não se desola."
- O povo suplica a José por misericórdia, oferecendo-se como escravos em troca de alimentos e sementes para que possam continuar a viver e a trabalhar a terra.
17. "Assim comprou José toda a terra do Egito para Faraó; porque os egípcios venderam cada um o seu campo, porquanto a fome prevaleceu sobre eles; e a terra veio a ser de Faraó."
- José, agindo em nome de Faraó, adquire toda a terra do Egito em troca de alimentos, consolidando o poder e os recursos nas mãos do governo durante a crise.
18. "Quanto ao povo, fê-lo passar às cidades, desde uma até à outra extremidade do termo do Egito."
- José realoca o povo do Egito nas cidades, organizando a distribuição de alimentos e recursos de forma eficiente durante o período de fome.
19. "Somente a terra dos sacerdotes não comprou, porquanto os sacerdotes tinham uma porção determinada por Faraó, e comiam a sua porção que Faraó lhes tinha dado; por isso não venderam a sua terra."
- Os sacerdotes do Egito são exceção à venda de terras, mantendo suas porções determinadas por Faraó e preservando sua posição privilegiada na sociedade.
20. "Então disse José ao povo: Eis que hoje vos comprei a vós e a vossa terra para Faraó; eis aqui tendes semente para que semeieis a terra."
- José comunica ao povo a compra deles e de suas terras em nome de Faraó, providenciando sementes para que possam continuar a cultivar a terra e garantir sua subsistência.
21. "E será que dareis o quinto ao Faraó, e as quatro partes serão vossas, para semente do campo, e para o mantimento vosso, e dos que estão em vossas casas, e para o sustento de vossos filhos."
- José estabelece um sistema de impostos onde o povo daria uma parte de sua colheita a Faraó (um quinto), reservando as quatro partes restantes para si mesmos, para suas famílias e para o cultivo contínuo da terra.
22. "E eles disseram: Tu nos salvaste a vida; achar-te-emos graça aos olhos de meu senhor, e seremos servos de Faraó."
- O povo expressa gratidão a José por tê-los salvado da fome, comprometendo-se a serem servos de Faraó em troca da segurança e do sustento que lhes foi providenciado.
23. "E José os estabeleceu nas cidades, desde uma até à outra extremidade do termo do Egito."
- José organiza a realocação do povo nas cidades, garantindo que todos tenham acesso adequado aos recursos durante a crise.
24. "Somente não comprou a terra dos sacerdotes, porqu
anto estes tinham porção determinada por Faraó, e eles comiam a sua porção que Faraó lhes tinha dado; por isso não venderam a sua terra."
- Os sacerdotes mantêm suas terras devido à porção determinada por Faraó, mantendo sua posição privilegiada na sociedade egípcia.
25. "E José disse ao povo: Eis que vos comprei hoje a vós e a vossa terra para Faraó; eis aqui tendes semente, para que semeieis a terra."
- José reitera sua ação de compra do povo e de suas terras em nome de Faraó, garantindo que tenham sementes para continuar a cultivar a terra.
26. "E será que dareis o quinto ao Faraó, e as quatro partes serão vossas, para semente do campo, e para vos sustentardes, a vós, às vossas casas, e aos vossos filhos."
- José reafirma o sistema de impostos, onde uma parte da colheita será destinada a Faraó e as quatro partes restantes serão para o povo sustentar suas famílias e continuar cultivando a terra.
27. "E disseram eles: Tu nos guardaste a vida; acha-se graça aos olhos de meu senhor, e seremos servos de Faraó."
- O povo expressa sua gratidão a José por tê-los salvado da fome, reiterando sua disposição de servir a Faraó em troca da segurança e do sustento providenciados.
28. "Assim José estabeleceu por lei até ao dia de hoje na terra do Egito, que Faraó tivesse o quinto; só a terra dos sacerdotes não ficou sendo de Faraó."
- José institui a lei do quinto, estabelecendo-a como prática regular no Egito, com exceção da terra dos sacerdotes, que permanece fora dessa disposição.
29. "Então Israel habitou na terra do Egito, na terra de Gósen; e nela adquiriram possessões, e frutificaram, e multiplicaram grandemente."
- Jacó e sua família se estabelecem na terra de Gósen e prosperam, cumprindo a promessa de Deus de torná-los uma grande nação, apesar de estarem em terra estrangeira.
30. "E viveu Jacó na terra do Egito dezessete anos; e foi a vida de Jacó cento e quarenta e sete anos."
- Jacó vive seus últimos anos no Egito, vendo a prosperidade de sua família e experimentando a fidelidade de Deus durante toda a sua vida.
31. "E chegou o tempo que Israel havia de morrer; e chamou a seu filho José, e disse-lhe: Se agora tenho achado graça em teus olhos, peço-te que ponhas a tua mão debaixo da minha coxa, e use de beneficência e verdade comigo; peço-te que não me enterres no Egito."
- Jacó expressa seu desejo de não ser enterrado no Egito, pedindo a José que o leve de volta à terra de Canaã para ser sepultado junto a seus pais, mostrando sua contínua ligação espiritual com a terra prometida por Deus.
Estes versículos delineiam os detalhes da administração de José durante a crise da fome no Egito, incluindo sua gestão dos recursos, a realocação do povo e o estabelecimento de políticas para garantir a sobrevivência durante tempos difíceis. Além disso, destacam a vida e os últimos dias de Jacó no Egito, encerrando seu tempo na terra estrangeira e expressando seu desejo de ser sepultado na terra de Canaã.
**O Legado de José e a Provisão Divina em Tempos de Escassez**
No capítulo 47 do Livro de Gênesis, somos levados a uma jornada emocionante através dos tumultos da vida, onde a fé, a promessa e a providência divina se entrelaçam de maneira inextricável. É neste cenário de crise e incerteza que a figura imponente de José emerge como um farol de esperança, mostrando-nos que, mesmo nas sombras mais densas, a luz da fé continua a brilhar.
Ao adentrarmos neste capítulo, somos confrontados com a realidade cruel da fome, uma adversidade que assola não apenas o Egito, mas também a terra de Canaã, forçando Jacó e sua família a buscar refúgio em terras estrangeiras. É um momento de desespero, onde a sobrevivência está em jogo e as promessas de Deus parecem distantes. No entanto, é precisamente neste contexto desolador que a mão da providência começa a se manifestar de maneira extraordinária.
José, agora governador do Egito sob o faraó, surge como um instrumento da graça divina, agindo com sabedoria e compaixão para mitigar os efeitos da fome. Sua administração eficaz dos recursos do país, sua generosidade para com sua família e seu compromisso em preservar vidas são testemunhos vivos da presença ativa de Deus mesmo nos tempos mais sombrios. Através de José, somos lembrados de que Deus usa indivíduos comuns para realizar feitos extraordinários, transformando as circunstâncias mais desfavoráveis em oportunidades para manifestar Sua glória.
Mas a história de José vai além de simplesmente gerenciar uma crise. É uma narrativa de perdão, reconciliação e redenção. Quando seus irmãos se aproximam dele em busca de alimento, José os recebe não com ressentimento ou vingança, mas com compaixão e amor fraternal. Seu perdão incondicional ecoa a graça divina, que transcende todas as falhas humanas e nos convida a seguir o exemplo, deixando de lado as mágoas passadas em favor da reconciliação e da paz.
Enquanto isso, Jacó, o patriarca cuja jornada de fé é o fio condutor de toda a narrativa, encontra-se diante do faraó. Este encontro não é apenas um momento de diplomacia política, mas um testemunho poderoso da fidelidade de Deus às Suas promessas. Jacó, um estrangeiro na terra do Egito, ergue-se diante do faraó com coragem e confiança, lembrando-nos de que, independentemente de nossa origem ou circunstância, somos todos filhos e filhas do Deus Altíssimo, e Ele nos guiará e protegerá em todos os lugares que formos.
Assim, à medida que contemplamos o capítulo 47 de Gênesis, somos levados a uma jornada de reflexão profunda sobre os temas centrais da fé, promessa e providência. Somos desafiados a enxergar além das dificuldades imediatas, a confiar na sabedoria divina que guia nossos passos e a abrir nossos corações para a graça que transcende todo entendimento humano. Pois, mesmo nos vales mais profundos, podemos encontrar a mão amorosa de Deus, guiando-nos em direção à esperança e à restauração. Que possamos, como José e Jacó, caminhar com fé inabalável, sabendo que aquele que prometeu é fiel para cumprir, mesmo nos momentos mais sombrios de nossas vidas.
**Considerações Reflexivas: O Refúgio da Providência Divina - Fé, Promessa e Redenção em Tempos de Adversidade**
À medida que contemplamos as profundezas do capítulo 47 de Gênesis, somos compelidos a mergulhar mais fundo na narrativa da fé, promessa e providência divina. Este capítulo não é apenas uma crônica histórica, mas uma lição viva sobre a natureza inabalável do amor de Deus e Sua capacidade de transformar até mesmo os momentos mais sombrios em oportunidades de crescimento espiritual e redenção.
No coração desta história está José, cuja jornada de escravidão e exaltação serve como um testemunho vivo da fidelidade de Deus. Ele não é apenas um administrador habilidoso ou um líder poderoso; ele é um símbolo de esperança para todos nós. Pois, assim como José foi elevado da prisão ao palácio, também podemos encontrar consolo na certeza de que Deus é capaz de nos elevar das profundezas da desesperança para as alturas da alegria e realização.
Enquanto José guia sua família através das águas turbulentas da fome e da incerteza, somos lembrados da importância de confiar na providência divina. Mesmo quando todas as evidências ao nosso redor parecem indicar o contrário, podemos descansar na certeza de que Deus está no controle. Ele é o Deus que sustentou José no Egito, que protegeu Israel no deserto e que continua a guiar Seu povo através dos desertos e vales de nossas próprias vidas.
Mas a história de José não é apenas sobre triunfo pessoal; é sobre perdão e reconciliação. Quando seus irmãos se curvam diante dele em busca de alimento, ele poderia ter escolhido o caminho da vingança e da retaliação. No entanto, ele opta pelo perdão, reconhecendo que Deus é o verdadeiro autor de sua história. Da mesma forma, somos desafiados a deixar de lado nossas próprias mágoas e ressentimentos, abraçando o poder transformador do perdão e da graça divina.
E assim, à medida que concluímos nossa jornada pelo capítulo 47 de Gênesis, somos convidados a renovar nossa fé na promessa de Deus. Pois, assim como Ele guiou José através das tempestades da vida, Ele também nos guiará. Ele é o nosso refúgio e fortaleza, uma presença constante em meio às turbulências deste mundo. Que possamos nos apegar às Suas promessas, confiando em Sua fidelidade inabalável, mesmo quando tudo mais parece desmoronar ao nosso redor. Pois Ele é o mesmo ontem, hoje e para sempre, e Seu amor nunca falhará. Que possamos descansar nesta verdade, encontrando paz e esperança em Sua infinita graça. Amém.🙏
**"A Provisão Divina em Tempos de Escassez"**
Querido(a)s Leitore(a)s,
Hoje convido você a fazer uma jornada através das páginas do capítulo 47 do Livro de Gênesis, onde encontramos uma narrativa que transcende o tempo e fala diretamente aos nossos corações. É uma história de fé, promessa e a poderosa mão da providência divina em meio às adversidades da vida.
Ao mergulharmos nas palavras deste capítulo, somos transportados para o Egito antigo, um lugar marcado pela fome e pela incerteza. É neste contexto sombrio que conhecemos Jacó e sua família, que enfrentam desafios inimagináveis em sua busca por sobrevivência. No entanto, mesmo nas profundezas da angústia, há uma luz de esperança que brilha intensamente.
É a figura de José que emerge como um farol de esperança, demonstrando coragem, sabedoria e fé inabalável. Sua jornada, desde as profundezas da escravidão até o pináculo do poder no Egito, é um lembrete poderoso de que Deus está sempre presente, guiando-nos através das tempestades da vida.
Mas a história de José vai além de simplesmente superar adversidades. É uma história de perdão e reconciliação, onde vemos a manifestação do amor incondicional de Deus. Ao perdoar seus irmãos, José nos ensina uma lição preciosa sobre a graça divina, que transcende todas as mágoas e transgressões humanas.
Querido leitor, ao contemplarmos as passagens do capítulo 47 de Gênesis, somos desafiados a refletir sobre nossas próprias vidas. Será que confiamos verdadeiramente na providência divina, mesmo quando as circunstâncias parecem desfavoráveis? Será que somos capazes de perdoar como José perdoou, deixando de lado as amarguras do passado em favor da paz e da reconciliação?
Que possamos encontrar inspiração nas palavras deste capítulo e permitir que elas permeiem nossos corações e mentes. Que possamos renovar nossa fé na promessa de Deus e confiar em Sua fidelidade inabalável. Pois, assim como Ele guiou Jacó e José através das provações, Ele também nos guiará em nossas próprias jornadas. Que possamos seguir adiante com esperança e confiança, sabendo que Ele está sempre conosco, mesmo nos momentos mais difíceis.
Que as Reflexões sobre as Passagens deste capítulo nos Inspirem a Viver com Fé, Coragem e Amor, lembrando-nos sempre do Poder Transformador da Graça Divina.
Com Paz e Bênçãos,
Shalom Adonai🙏
Juliana Martins

















